domingo, 6 de setembro de 2009

Uma noite selvagem

Entramos na discoteca, quando começa a tocar a “Just Dance”, observo o espaço.

- Vamos deixar os nossos namorados a implorar por mais? – Sugere a Isa com um sorriso malicioso.

- Com certeza – Respondo-lhe juntamente com a Caty e a Eillan, soltando uma gargalhada.

Procuro um lugar para me sentar com elas. Encontro um sítio calmo ao fundo da pista de dança e aviso-as.

– Meninas há ali um…- Quando me volto para trás já elas iam em direcção aos seus companheiros. Fiz o mesmo e fui ter com o Ric.


Ele sorria-me como só ele o sabe fazer enquanto me olhava com os seus olhos azuis.

- De que te ris? – Pergunto-lhe passando a mão pelos seus cabelos louros.

- Achei engraçado teres ficado a falar sozinha enquanto as tuas amigas se escaparam – e soltou um risinho quase mudo.

- Estás a rir-te de mim, Ricardo? – Levantei um pouco o tom de voz para que notasses que tinha ficado chateada.

- Não amor, estou a espera que me beijes – puxas-me contra ti, encostas-me ao balcão e beijas-me.

Olhas-me de cima a baixo como se procurasses algo em mim. – Queres dançar? – Acabo com a vodka laranja que tinha no copo e puxas-me até à pista de dança, pousas uma mão no meu pescoço e outra na minha anca.

Dançamos ao som de “Right Round”.

Começo a balançar a cintura, pouso os braços nos teus ombros e acaricio-te a cabeça.
Espreito-te por cima do ombro, não encontro e Eillan, mas vejo a Isa a dançar com o Rodrigo e a Caty com o namorado. Chega o refrão, a Caty olha para mim, pisco-lhe o olho.

Colo-me a ti passo a minha mão pelo teu peito e começo a desce-la mais e mais.

- Querida, não me provoques… - Sei que o teu desejo não é de parar, continuo.

-Senão o quê? – Desces a mão até à minha coxa e levantas-me o vestido.

Abraço-te com força, desço até ao chão e beijo-te o umbigo. Pegas-me ao colo, envolves-me com os teus lábios num beijo intenso. As nossas línguas cruzam-se e trinco a tua, levantas-me ainda mais. Esqueço o local onde estou, as pessoas que me rodeiam, neste momento somos só tu e eu. Somos nós num momento só nosso.

- Adoro o teu vestido – Dizes-me num tom de voz atrevido.

- Ainda não viste o que ele tem por baixo… - Sussurro-te ao ouvido, enquanto te beijo a orelha.

- Bem que podias andar menos tapada! – Não devias ter dito isso!

- Sempre podes encurta-lo… - Desafio-te

A música muda para a “sexyback”. A Isa faz-nos sinal que vai embora, sorrio-lhe em resposta e pisco-lhe o olho.

Beijo-te o pescoço, a cara e a boca. Viro costas e vou em direcção à casa de banho na expectativa que venhas atrás de mim.

Chegámos. Encostas-me à parede, começo a desapertar-te a camisa enquanto me beijas sôfrego. Beijo-te o pescoço, peito e vou descendo à medida que me vais levantando o vestido. Empurras-me contra ti, beijas-me de novo. Os teus lábios queimam-me por dentro.

Elevas-me em ti e penetras-me.

As tuas mãos percorrem os meus seios, beijo-te.

Os movimentos de vai e vai aceleram, aumentado o prazer.

Agarro-te os cabelos e beijo-te violentamente, as nossas línguas brincam sem parar.
O prazer aumenta até que atingimos o auge da relação.

- Amor, estás linda! Amo-te – Tudo tinha sido perfeito até agora. Mania que tens de dizer sempre isso no fim.

- Obrigado querido. Voltamos lá para fora? Elas já devem ter dado pela nossa ausência – Tento sair daquele clima tão profundo.

- Sim Maria, seja feito à tua vontade! – Nunca te agradou que me preocupasse demasiado com as minhas amigas.

Quando ia a sair da casa de banho agarras-me no braço e puxas-me contra ti.

- Deixa-me personalizar o teu vestido! – Pedes-me por tudo e eu sorrio-te afirmando.

Rasgas o fundo do vestido violentamente, fazes-me um decote e beijas-me os seios.

Sento-me no chão enquanto te abro o fecho das calças. Começo a acariciar o que de mais precioso tens até que te beijo pouco abaixo do umbigo, dou-te uma festinha nessa zona, soltas um gemido.

- Ia-mos lá para fora, não era? – Levanto-me e caminho até a porta. Olho-te no chão suplicando-me por mais. – Logo há mais! – Saio e espero por ti no balcão.

Peço uma bebida. A Caty já não está lá. Parece que fiquei sozinha com ele.

Sais da casa de banho, caminhas em direcção a mim, encostas a cabeça à minha, sussurras-me ao ouvido algo que eu esperava ouvir – Tenho a limusina lá fora, vamos embora?

Essas palavras soaram como mel. Abraçamo-nos e saímos da discoteca.


Estavas sentado à minha frente. Brincávamos com os pés até que descalcei a sandália e passei o pé pela tua barriga. Algo se voltava a erguer em ti.

- Tenho um presente para ti, lá em casa – Ele mal sabia o que o esperava. Nós as quatro tínhamos comprado, cada uma, algo que tornasse a noite “selvagem”.

- Podíamos simplesmente ficar aqui – Hoje prefiro ter calma para correr tudo como eu idealizei.

Levanto o vestido que antes era preto com umas flores rosa no fundo, agora está curto já sem flores. Sento-me ao teu colo e beijo-te.

...
Chegamos a minha casa.

Levo-te para a cozinha – Não queres comer nada?

- Quero! Quero comer-te a ti! – Pegas-me ao colo como se eu fosse uma noiva, Solto um risinho.

Levas-me para a minha cama tiras-me o vestido, deixando-me com a lingerie que me deste.

- WOW! Essa lingerie fica-te a matar! – Deitas-te sobre mim, com uma mão tiro-te a roupa, com a outra tento tirar as algemas da gaveta. Consegui!

Dou a volta para ficar por cima, deito-me sobre ti e quando os nossos lábios se tocam prendo-te a cama com as algemas que comprei.

- Maria…! – Tu sabias que este sempre foi o meu sonho. Olhavas-me assustado e ao mesmo tempo sorrindo-me ansioso.

- Confia em mim, Ric. – Vendo-te deitado na cama só para mim, consegui apreciar cada detalhe do teu corpo, cada curva ao pormenor.

Beijo-te o pescoço, a barriga e vou descendo. Sempre mais e mais. O teu corpo arrepia-se e eu sorrio.

Estás pronto.

Levanto-me volto à gaveta. Tiro uma pena rosa e um chicote preto.

- Anda amor, vem brincar comigo! – Pedes-me mal sabendo o que eu estava a pensar.

Começo por passear a pena pelo teu corpo. Olhas-me excitado, com o desejo de me teres em ti.

Sento-me em ti, tiro-te as calças e envolvo-te com os meus lábios.

- Eu disse que um dia ia ser eu a comandar! – Estava com mais desejo que nunca, olhava-te e tu retribuías-me o olhar.

- Amor, não aguento mais. – Tenho de te fazer sofrer mais um pouco, como eu adoro isto! Soltei um sorriso malicioso e sai de cima de ti.

- Bem Ric, estou com sede. Vou beber água. – Deixo-te assim na cama por uns minutos
a sofrer. Desejando que viesse logo.

Gritavas por mim.

Voltei ao quarto onde estavas tu deitado na cama.

Deito-me sobre ti e solto-te uma mão.

Beijo-te e sinto o teu dedo a ir por sítios proibidos, gemo com toda a força.

Solto a outra mão, viras-me ficando debaixo de ti.

- És minha! – Unimos os nossos lábios ferozmente.

Penetras-me a toda a força e velocidade.
Arranho-te as costas, e atingimos o melhor orgasmo da noite.

- Adorei amor. Mas o que foi isto? – Perguntas-me com um sorriso aberto
- Sexo selvagem! - Afirmo


FIM!

Joazita,
05/09/2009

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